Coronavírus: entenda a diferença entre a imunidade induzida por vacina e a imunidade natural

Coronavírus:  entenda a diferença entre a imunidade induzida por vacina e a imunidade natural

Coronavírus:  entenda a diferença entre a imunidade induzida por vacina e a imunidade natural 

Estudo revela o impacto da terceira dose do imunizante da Pfizer em Israel

Existe uma grande discussão sobre o impacto da imunidade natural adquirida após a contaminação por  Sars-Cov-2 à induzida pela vacina no enfrentamento de variantes deste vírus, principalmente a Delta. 

A variante Delta, inicialmente identificada na Índia e hoje globalmente prevalente, tem sido a cepa dominante em Israel desde junho de 2021. O recente aumento de casos no país, um dos primeiros a embarcar em uma campanha nacional de vacinação, levantou preocupações sobre a eficácia da imunização contra a variante Delta. Relatórios oficiais chegaram a indicar uma possível redução da proteção. 

Concomitantemente, um recente estudo israelense divulgado em preprint, comparando a imunidade natural contra SARS-CoV-2 com a imunidade induzida pela vacina, examinou registros médicos de dezenas de milhares de pacientes da Maccabi Healthcare Services, de Israel.

Esse estudo demonstrou apenas diferenças leves na eficácia da vacina contra a variante Delta. A administração de duas doses das vacinas Pfizer e AstraZeneca geraram uma resposta neutralizante em 95% dos indivíduos, em relação ao vírus original.

Os vacinados não-contaminados para SARS-CoV-2 tiveram um risco aumentado em mais de 13 vezes para infecção disruptiva com a variante Delta em comparação com aqueles previamente infectados, quando o primeiro evento (infecção ou vacinação) ocorreu durante janeiro e fevereiro de 2021. O risco aumentado foi significativo para doença sintomática também. 

Ao permitir que a infecção ocorresse a qualquer momento antes da vacinação (de março de 2020 a fevereiro de 2021), evidências de diminuição da imunidade natural foram demonstradas, embora os vacinados que não contraíram SARS-CoV-2 previamente tivessem risco de infecção disruptiva aumentado em quase 6 vezes e em 7 vezes o risco aumentado de doença sintomática. 

Vacinados não infectados por SARS-CoV-2 também estavam em maior risco de hospitalizações relacionadas a COVID-19 em comparação com aqueles que foram previamente infectados.

É importante salientar que os dados públicos monitoram os vacinados e não-vacinados, sem distinguir os imunizados naturalmente. Os dados do Ministério da Saúde em Israel (veja figuras abaixo) demonstram a eficácia da terceira dose (impulso). Demonstram também que no início de agosto de 2021 o número de hospitalizados em estado grave era maior entre os completamente vacinados em relação aos não vacinados, situação que foi invertida em pouco tempo, com o aumento da taxa de vacinação da terceira dose.

Em relação ao número de mortos, a vacinação é eficiente na segunda dose em relação à variante Delta, não somente os dados de Israel (Pfizer), mas também da Inglaterra, veja a figura abaixo com o número de mortes.

Vírus Corona em Israel – situação geral – Israel Ministry of Health

Vírus Corona em Israel – situação geral – Israel Ministry of Health

Taxas de mortalidade padronizadas por idade semanais para mortes envolvendo COVID-19 por estado de vacinação, na Inglaterra – mortes ocorrendo entre a Semana 1 (semana que termina em 8 de janeiro de 2021) e a Semana 26 (semana que termina em 2 de julho de 2021).

veja mais:

https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2021.08.24.21262415v1

https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/07/4936537-duas-doses-de-pfizer-ou-astrazeneca-geram-resposta-imune-contra-variante-delta.html

https://www.frontliner.com.br/pesquisa-reafirma-efetividade-da-imunidade-natural-contra-a-variante-delta-do-virus-da-covid-19/

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-07/estudo-anticorpos-de-quem-teve-covid-19-nao-protegem-contra-variante

https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(21)00475-8/fulltext